Domingo, 04/01/2026
Bom domingo, comunidade Chagas!
Vamos ser honestos: quando você pensa no ENAMED, o que vem primeiro?
Plano de estudo… ou aperto no peito?

Quando a prova começa antes da prova
O ENAMED ainda nem chegou, mas muita gente já está esgotada.
Ansiosa. Travada. Pulando de material em material como quem procura um colete salva-vidas no meio do mar.
Não é falta de estudo.
É excesso de antecipação.
A prova vira uma presença constante:
– na timeline
– nos grupos
– nas conversas
– no fundo da cabeça
E quando algo ocupa esse espaço mental o tempo todo, ele deixa de ser um evento futuro e vira um estado permanente de ameaça.

Ansiedade não é inimiga — até passar do ponto
A ansiedade, em si, não é vilã.
Ela é um sistema adaptativo de alerta.
Um certo nível de ansiedade melhora desempenho, foco e preparação. Isso é bem descrito na psicologia do estresse (Yerkes & Dodson, 1908).
O problema começa quando o alerta não desliga.
Quando o cérebro passa semanas ou meses funcionando como se o ENAMED estivesse “acontecendo agora”, o sistema entra em sobrecarga.
A ansiedade deixa de organizar.
Ela começa a fragmentar.
ENAMED amplifica um problema que já existia
O ENAMED não cria a ansiedade do estudante de Medicina.
Ele escancara algo que já estava lá.
A formação médica já é:
– longa
– comparativa
– cheia de cobrança implícita
– pouco orientada sobre como estudar de forma sustentável
A prova entra nesse cenário como um amplificador de ruído.
Não é só medo de errar questões.
É medo de não ser suficiente depois de tudo.


Por que isso é especialmente cruel com a Medicina
Talvez a pergunta não seja
“como eu estudo para o ENAMED sem ansiedade?”
Mas sim:
“em que momento estudar virou um teste constante de valor pessoal?”
O ENAMED é uma prova. Importante, sim.
Mas ele não precisa ocupar cada centímetro da sua atenção meses antes.
A pergunta que fica
Aqui no Chagas A.I, a proposta nunca foi só te fazer estudar mais.
É te ajudar a estudar com clareza, reduzir ruído, organizar o pensamento e devolver ao estudo o que ele deveria ser: um processo — não um estado de alerta contínuo.
Que vocês tenham uma ótima semana.
Com mais direção, menos pânico e menos comparação silenciosa.
REFERÊNCIAS!
– Yerkes, R. M., & Dodson, J. D. (1908). The relation of strength of stimulus to rapidity of habit-formation.
– McEwen, B. S. (1998). Protective and damaging effects of stress mediators. New England Journal of Medicine.
Quem escreve o Chagas
O Chagas A.I não nasceu de uma ideia abstrata, mas da vivência real de estudantes que sentiram na pele as mesmas angústias que você lê aqui.
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